CAPTCHA e acessibilidade digital são termos de uma equação que nem sempre tem sido de fácil resolução para os deficientes visuais. Agora, um grupo de investigadores da Towson University e da National Federation of the Blind,(USA), desenvolveram um novo sistema de CAPTCHA que promete desempenhar a função de anti-spam sem comprometer a acessibilidade dos portadores de deficiência visual.
O que é o CAPTCHA?
Todos nós já recebemos na caixa de correio electrónico ou nos comentários do nosso blog SPAM. Um dos métodos mais empregues pelos hackers para o envio deste tipo de mensagens é o uso de computadores que funcionam como autênticos robots – spam bots – cuja única missão é inundar a WEB com mensagens publicitárias não solicitadas e/ou maliciosas. Como resposta a este problema surgiu o CAPTCHA que funciona como um teste diferenciador entre computadores e humanos. Pode assumir a forma de um conjunto de letras ou números dissimulados ou, então, um desafio cognitivo (2+2= ?). O objectivo é o de obrigar o utilizador, que está a preencher determinado formulário, a provar que é humano e não um robot.
Se para os normovisuais os CAPTCHA não passam de um pequeno contratempo, para os deficientes visuais constituem uma autêntica barreira à livre navegação na internet.
Embora exista a possibilidade de utilização do recurso áudio - captcha de áudio – , estas não são facilmente perceptíveis.
Como refere Lazar, um dos responsáveis pelo sistema Towson, “Infelizmente o que acontece é que muitas vezes não se torna um teste para verificar se é humano, mas um teste para saber se é capaz de ver”
Como ultrapassar a barreira CAPTCHA?
Uma forma, já anteriormente apresentada aqui no Luztek, é a utilização do Webvisum, extensão para o Firefox que possibilita a resolução de CAPTCHA. Outra é o Solona, um site em que voluntários asseguram o serviço de resolução de CAPTCHAs. Tive conhecimento deste serviço através do blog Perspectives from a Blind Point of View, contudo nunca o usei.
Como funciona o sistema Towson:
O sistema Towson utiliza imagens familiares e sons correspondentes a essas imagens. Utilizando a audição, a resposta ao CAPTCHA será correspondente ao som emitido. ex: leão e o som do rugir do leão. Neste exemplo o utilizador deveria digitar a palavra leão. O sistema aceita variações dos termos, tais como, Singular / Plural.
Segundo Lazar, este sistema de segurança anti-spam funciona porque a capacidade humana de fazer corresponder um som a um objecto é muito superior à dos computadores.
O pedido de patente já deu entrada sob a designação de HIPUU (Human Interacting Proof Universally Usable). Resta aguardar para saber se estaremos perante um novo padrão de resolução de CAPTCHA.
Fontes: Balt Tech e Perspectives from a Blind Point of View
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